E que seu diretor, José Padilha, diante disto, disse pouco se importar com o que disseram os críticos.
Não é estranho?
Se, ao invés disto, houvesse ovações, assovios, lisonjas, chuva de pétalas de rosas vermelhas, calcinhas e cuecas atiradas no palco, coisas do gênero, ele diria o mesmo: “... não me preocupo com isto”?
Acho que não.
Estou certo que não, na verdade.
O que POUCO importa, de fato, ao “nosso amigo” diretor são as críticas à apologia ao fascismo, à violência barata, à execução sumária e extrajudicial, à corrupção onipresente em todas as camadas da sociedade, inclusive nas instituições estabelecidas para combatê-la, entre outras coisas.
O que MAIS importa é aquilo que, infelizmente para o “nosso amigo” diretor, o filme MENOS teve em Berlim: elogios.
É patético o desejo humano por reconhecimento, e sua inadmissão por não recebê-lo, ainda que justamente.
Mas eu gostaria de chamar a atenção aqui é para algo que aconteceu lá, no Festival de Cinema de Berlim, e que podemos não ter percebido assim tão claramente.
Vocês não notaram? As pedras clamaram!
Sim!
Aqueles de quem estamos tão acostumados a receber as mais grossas e fétidas camadas de sujeira moral, através de programas de TV ou cinema, cujo entretenimento exacerbado serve de esterco fértil para o crescimento dos frutos corrompidos da nossa carne apodrecida, pregaram-nos um belíssimo sermão!
Mas ora, vejam só!
Amados, eu fiquei extremamente enojado quando soube do interesse e da repercussão favorável que o filme “Tropa de Elite” produziu e teve dentro daquilo que eu considero “A Igreja do Senhor”.
Impressionou-me deveras os adjetivos elogiosos que ouvi e pude testemunhar da boca daqueles que eu considero “meus irmãos”.
Não foram muitos, devo confessar. Mas... Precisaria ser?
O mais recorrente deles: “o filme é bom demais!”.
Tsc, tsc, tsc...
Que derrota! Que vexame! Que tristeza!
Quanta frustração ver um filme de linguagem tão baixa (e tão intensa, constante), com uma violência tão desenfreada, de uma desesperança ímpar, retratando valores tão baixos, arrancar suspiros de gente que eu considero santa, pura, amante da verdade, do amor, da fé, da esperança, do perdão, etc.
Quanta baixaria!
Para usar uma expressão muito corriqueira – espero que não se importem: se os santos do passado soubessem disto “estariam se revirando nos túmulos”.
(acho que não se importam, não é?! Pra quem gostou do “Tropa de Elite”... Isto aí é fichinha!)
Eu mal tenho o que dizer.
Na verdade, eu não tenho nada mesmo que dizer sobre isto. A perplexidade me impede de dizer quase tudo.
Sim, porque uma coisa eu ainda tenho a dizer. Só uma coisa:
Quando repeti, por diversas vezes, aí acima a expressão “que eu considero”, quando falava dos irmãos que assistiram e gostaram do filme, o fiz de propósito.
EU OS CONSIDERO ASSIM.
E digo isto de todo o meu coração! Deus é minha testemunha de que digo a verdade.
Mas um dia, quando todos comparecermos diante d’Ele – todos! – só serão admitidos em Sua presença aqueles que Ele escolheu em Cristo, e conforme a singela descrição de Paulo em sua carta aos Efésios, no capítulo 1, versículo 4, “... para serem santos e irrepreensíveis perante Ele...”.
O que significa dizer o seguinte: O QUE EU CONSIDERO, POUCO IMPORTA PRA DEUS!
É perante Ele que eu, você e quem for teremos de ser santos e irrepreensíveis.
Que sejamos, pois!
Ou então: “Pede pra sair!”.
Um aperto de alicate!
p.s.: E olha que já fomos alertados pela letra da música tema do filme, da banda Tihuana, hein?!
Já perdi as contas de quantas vezes ouço um comentário ou outro de alguém preocupado com os limites da nossa liberdade na Igreja.
Hoje me perguntei: “Será que isto não é Deus querendo nos alertar de algo?”.
Talvez você tenha convicção de que não, não é.
Mas, como assumo aqui, categoricamente, que não tenho esta mesma convicção, resolvi considerar a pergunta, e meditar nela.
Aqui está o seu resultado:
A questão da liberdade traz consigo polêmicas as quais nos acostumamos a lidar. E contra, na maioria das vezes.
Principalmente porque, normalmente, elas (polêmicas) vinham (e ainda vêm muitas vezes) carregadas de uma religiosidade danosa a uma fé sincera. Religiosidade essa que acabou por crucificar o Filho de Deus, embora isto fosse mesmo inevitável (e louvado seja Deus por isto!).
Ok, não falemos então da religião.
Pensemos em tudo sem a idéia desse ranço religioso e mau que tanto abominamos (e Deus também).
A primeira coisa que me intriga é o fato de já ter tentado antes “tocar neste ponto” na Igreja e ter sido “ignorado” (não raro, essa “ignorância” foi ofensiva, humilhante, zombadora, com utilização de termos pejorativos até. Algo comum entre nós, inclusive. Dizemos que é porque temos “liberdade” – olha ela aí de novo! – uns com os outros. Mas isto é assunto pra outra conversa).
Não sou melindroso. Não estou nem aí pra o que eu sinto, se bem ou não, com alguma coisa que me falam. Acho que “já criei casca”. Já me acostumei a ouvir tudo.
Mas, porque nos “ofendemos” tanto quando “tocamos neste ponto”?
Não seria isto uma evidência do quanto isto é importante para nós?
Sim, porque se fosse indiferente, “não cheiraria nem federia” que se falasse bem ou mal de nossa liberdade.
É religião pensar nisto assim?
Não, acho que não. A religião não nos levaria a pensar em nós mesmos. A religião só nos faz pensar nos outros (“Fulano é religioso”, dizemos).
Outra coisa: qual é o ensino?
O que “crê que pode comer” é forte? O que “não crê ou crê que não pode comer” é fraco?
É isto?
Não, não é isto que eu leio nas Escrituras.
Se entendo bem o que está lá, o forte é forte exatamente pelo fato de NÃO COMER o que crê que PODE COMER, por causa daquele que NÃO CRÊ ou NÃO COME.
E aqui está pra mim o grande ensino das Escrituras, que confere com todo o restante, mas que, me parece, estar oculto ainda aos nossos olhos: NÃO BUSCAR OS NOSSOS PRÓPRIOS INTERESSES.
Não é difícil nos lembrarmos de que esta é uma das características do amor (II Coríntios 13:5b).
E, como eu disse, confere com todo o restante das Escrituras, desde o ensino do Senhor até os apóstolos.
Entretanto, lançamos sobre o outro a responsabilidade que nós deveríamos ter com a nossa liberdade.
Liberdade não é não ter limites.
Libertinagem é não ter limites.
Liberdade é ter licença.
Alguns defendem que a liberdade, como conceito, não exista, porque a escolha de viver livremente torna-se, por si só, uma cadeia também, uma espécie de prisão igual às outras, mas com características diferentes, por ter, esta, permissões maiores.
É um bom mote para alguma discussão filosófica que se queira.
Eu, que não sou afeito a essas coisas, não me sinto capaz e muito menos quero ser e/ou gastar meu tempo discutindo isto, fico com a simplicidade do (meu) conceito de liberdade: é ter licença.
E aí está a grande questão: eu tenho licença para fazer muito do que faço?
De quem tenho essa licença, essa permissão, senão daqueles que estão próximos a mim, numa análise mais superficial, e do Espírito Santo, numa análise mais profunda?
Se pensássemos nisto, e nos disciplinássemos por ter uma resposta afirmativa a esta pergunta, muito provavelmente...
Beberíamos menos...
Falaríamos menos...
Assistiríamos menos...
Ouviríamos menos...
E tantas coisas mais, menos.
Mas “doeria” bem mais, não é?
Talvez por isto nos importemos tão pouco com o que os outros pensam acerca de nossas liberdades. Afinal, não queremos ter de “sofrer” eventualmente com isto, não é mesmo? É nossa “vaquinha”... Nosso “tesouro”...
Amados, permitam-me vocês ou não, devo dizer que, para mim, quanto mais nos sentimos desconfortáveis com um assunto que nos envolva, mais isto revela o quanto tais assuntos são importantes para nós.
Quanto menos queremos ser confrontados com algo, tanto mais estamos enveredados por aquele caminho.
Se o sermos questionados quanto às nossas liberdades, por pessoas fracas ou não, é tão incômodo para nós é por que talvez não sejamos tão livres assim, já que liberdade é ter licença, concessão, permissão, consentimento, aquiescência, de acordo.
E isto traz paz.
Muitas vezes não é o que temos: paz.
Ao contrário, temos que lidar com conflitos, com inquietações, com demandas, com exigências, com discórdias, com indiferenças, com argumentos e contra-argumentos.
Não importa aqui se o motivo é a falta de fé de uns ou a falta de comedimento de outros.
Falta-nos a paz.
E sem a paz, não há liberdade.
Portanto, sejamos sinceros e pensemos nas nossas “liberdades” assim.
Será que são mesmo liberdades nossas?
Ou prisões nas quais estamos encerrados?
Das quais não conseguimos nos livrar.
De que somos escravos, na verdade, portanto.
Há muito que sabemos que fazer o que se quer, e/ou quando se quer, e/ou do jeito que se quer, não é ser livre; é ser escravo de seus próprios desejos.
"Viver não cansa, o que fatiga são as perguntas imbecis de quem não quer ter opinião própria, os comentários emburrecedores de quem não gosta de pensar, as lógicas dos religiosos que adoram encabrestar e serem encabrestados.
Viver não cansa, o que exaure é precisar debater com quem só lê a 'Veja'; é ter que ouvir a opinião de quem adora o Diogo Mainardi; é ter que debater com quem aprendeu toda a Verdade com o Max Lucado e se acha apto para converter o mundo islâmico.
Viver não cansa, o que desespera é ter que calar diante das vaidades maquiadas como piedade; é ter que respeitar os narcisismos travestidos de desprendimento; é ter que fazer vista grossa diante dos escroques de colarinho clerical: "porque eles também podem estar ganhando almas e despovoando o inferno".
Viver não cansa, o que chateia é ter que explicar para fariseus de plantão que beber um cálice de vinho não significa automática embriaguez, que dançar a valsa na formatura da filha não é pactuar com o mundo; é ter que arrazoar com analfabetos funcionais para mostrar-lhes que não existe diferença entre música cristã e do mundo (Só existe música boa ou ruim!).
Viver não cansa, o que amarga é ter que ficar calado diante dos maiores descalabros éticos, "porque a igreja 'X' está crescendo e o que importa são os resultados"; é ter que assistir a um monte de gente se esforçando para jogar a dignidade do Evangelho pelo ralo e precisar engolir seco porque: "aquela igreja 'X' é como um hospital de emergência onde as pessoas se convertem, mas depois procuram as igrejas sérias".
Viver não cansa, o que horroriza é conseguir detectar as agendas escondidas dos Benny Hinns da vida, a volúpia por poder dos que vivem das politicagens denominacionais, os cinismos teológicos dos evangelistas triunfalistas e ainda assim precisar explicar-se porque não participa de eventos, de marchas e de conferências ao lado deles: "já que o Corpo de Cristo não pode se dividir".
Viver não cansa, o que exaure é ver as igrejas lotadas de incautos em busca de um Mega Milagre porque: "ao fazerem a sua parte, Deus ficará obrigado a fazer a dele"; é saber que cada campanha de oração que "vai destrancar os cadeados do céu", na verdade, foi projetada para arrancar mais dinheiro dos simples; é notar que muitos nas elites religiosas não diferem em nada dos políticos que só sabem defender seus interesses.
Viver não cansa, o que debilita é ter que lidar com a fofoca de quem não tem brilho próprio; é ter que admitir que vários fazem do sacerdócio um jeito de progredir com um esforço mínimo; é saber que a indústria da "música gospel" fatura em cima da vaidade de cantores que jamais dariam certo fora das igrejas e que, para compensar a falta de talento, vivem a fazer biquinhos, vertendo lágrimas forçadas.
Viver não cansa, realmente, não cansa.
Faz bem à alma lidar com jovens grávidos de sonhos, com mulheres íntegras, que não medem esforços para acolher os esquecidos e com anciãos que destilam uma sabedoria acumulada pela experiência.
Os poetas com suas intuições, os músicos com suas percepções, os professores com sua erudição, os pastores com sua dedicação, continuam a encantar.
Os atletas com sua disciplina, os profetas com sua veemência, os missionários com sua coragem, são um bálsamo que cura as feridas da desesperança.
Viver é tão bom que dá ganas de continuar, continuar..."
O Salmo 19 diz que os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de Suas mãos.
Entendo que, de posse de uma sensibilidade um pouquinho mais apurada, posso perceber mistérios espirituais sendo revelados por meio da criação de Deus.
Creio que, mesmo ainda distante de ter essa sensibilidade apurada, tenho algo aqui hoje.
Esse bichinho acima é uma vespa, da família dos Ichneunomidae.
Um predador fantástico!
Pensando nela, me lembrei de algo que, mesmo não sendo mais nenhum mistério, necessitamos ter revelado.
E temer!
Você pode clicar na foto acima ou no título abaixo para ler (e cuidado para não se machucar).
p.s.: Já falei isto aqui, mas vale a pena repetir: os arquivos (não só este) estão em extensão “.pdf” e você precisa ter o Adobe Reader instalado em seu computador para visualizá-los. Se não consegue vê-los é possível que o Adobe não esteja instalado. Baixe-o gratuitamente pelo endereço: http://www.adobe.com/br/products/acrobat/readstep2.html.
Neste sábado, dia 22/09, segundo dizem, é o meu aniversário (“segundo dizem”, eu digo, porque eu não me lembro do dia em que nasci, obviamente, mas eu acredito!).
Há 33 anos atrás, eu nascia. 33 anos, meu Deus!!!
33 anos não são pouca coisa. Meus pais certamente sofreram muito neste tempo, e o culpado fui eu. Ou por causa das dificuldades naturais inerentes à criação de um filho pelos pais (um dia, se Deus quiser, saberei), ou por causa das dificuldades que eu criava para eles (desobediências, desonras, insubmissões, etc).
Cada ano era uma conquista mesmo. Muitos nem chegam a tanto!
Há sim algo com o que se alegrar, afinal. Mas devo dizer...
Comemorar aniversário não é uma prática bíblica.
Irônica e tragicamente, a única referência bíblica a uma comemoração do dia natalício (que é como a Bíblia chama o “aniversário”) é de um ímpio, e dos piores: Herodes. E você se lembra o que aconteceu naquele dia?
A filha da amante de Herodes (não era sua esposa) dançou para Herodes, ele se agradou disto e prometeu dar a ela o que lhe pedisse. Orientada pela mãe (mui amante), a garota pediu a cabeça de um cristão, e dos melhores: João Batista. Isto foi algo, inclusive, que não agradou ao próprio Herodes (talvez por conta de sua consciência), mas por causa da promessa...
O episódio em questão está narrado em Mateus 14 e em Marcos 6.
Imagino (e vocês hão de convir) que aquela data não devia ser uma lembrança muito agradável para a Igreja daqueles dias, não é mesmo?
Sinceramente, eu não acho que esta referência tenha sido colocada por acaso nas Escrituras.Não creio que nada do que está lá seja por acaso, inclusive.
A história poderia ser contada sem esse detalhe e entenderíamos do mesmo jeito, ou não?
Por que isto foi necessário?
Não sei ao certo, mas arrisco-me a dizer que Deus queira me mostrar que ocasiões desse tipo, naquela época, não serviam à outra coisa senão atender aos desejos carnais e imorais das pessoas.
A comemoração pelo aniversário de alguém não nasceu no coração de Deus.
Sei que isto soa radical e provinciano demais, mas uma coisa não pode ser questionada: não há exemplos bíblicos que nos sirvam.
E é só isto que eu pretendo aqui.
Não quero abrir um debate. Não quero chegar a consensos sobre ser ou não ser lícito o comemorar aniversários. Não quero provar o improvável. Não quero convencer ninguém de nada.
Só quero compartilhar-lhes uma opinião (que eu considero uma revelação pessoal) e fazer-lhes conhecida uma prática da qual pretendo me valer daqui por diante.
Não acho que o mundo vai mudar por causa disto, embora eu desejasse que ao menos a Igreja compreendesse isto melhor.
Ao contrário do que possa parecer, sou grato a Deus por minha vida, por minha família, por meus amigos e por tudo mais que tenho.
Também me alegro quando sou lembrado, e celebrado, e elogiado (quem não gosta?). É bom sabermos que somos importantes.
Mas não vou mais (já o fiz) comemorar meus aniversários.
No seu, talvez eu até ligue. Mas isto será mais por sua causa, para que não me considere um indiferente ou insensível, do que por ter mudado minha posição.
Não quero ainda que você mesmo se sinta uma pessoa mal-amada. Não!
E se vierem felicitar-me, receberei com alegria a todos os cumprimentos! São desejos bons para mim; como não os receberia?
Mas não acho que estejamos seguindo um padrão confiável.
Quero imitar a Cristo.
Jesus viveu 33 anos e meio aqui. Não havia alguém tão especial quanto Ele. Ele tinha amigos. Ele tinha família. E ele era mais digno do que todos nós. Mas nunca O vemos celebrando aniversários; Seus ou de outros. Também não vemos seus discípulos lhe desejando “muitos anos de vida” em momento algum (ou sim, houve um. Mas Pedro, quando o fez, foi duramente repreendido por Ele).
Não ficarei chateado se não me ligarem no "dia do meu aniversário". Nem decepcionado se não receber presentes.
Se me ligarem, ficarei feliz, mas será do mesmo jeito que se me ligassem amanhã ou no dia 11 de fevereiro.
Se me presentearem, me alegrarei demais, receberei e usarei com muito prazer, mas nem precisam se preocupar tanto também, porque a alegria será a mesma se o presente vier num outro dia (talvez lá sua situação financeira estivesse até melhor um pouco).
Eu mesmo estou me esforçando por presentear as pessoas noutras datas. No "dia do aniversário” é comum, não acham? Que há de especial no comum?
Bem, já chega. Eu disse que não queria convencer ninguém.
Mas, por último, dêem uma olhadinha, no post abaixo, o que diz o site Wikipedia sobre oaniversário.
“Os vários costumes de celebração de aniversários natalícios das pessoas hoje em dia têm uma longa história. Suas origens acham-se no domínio da mágica e da religião. Os costumes de dar parabéns, dar presentes e de celebração - com o requinte de velas acesas - nos tempos antigos eram para proteger o aniversariante de demônios e garantir segurança no ano vindouro. Até o quarto século, o cristianismo rejeitava a celebração de aniversário natalício como costume pagão.
Os gregos criam que cada um tinha um espírito protetor ou gênio ispirador que assistia seu nascimento e vigiava sobre ele em vida. Esteespírito tinha uma relação mística com o deus em cujo aniversário natalício o indivíduo nascia. Os romanos também endossavam essa idéia. O costume de acender velas nos bolos começou com os gregos. Bolos de mel redondos como a lua e iluminados com velas eram colocados nos altares do templo de Ártemis(nota do blog: clique no nome para saber mais à respeito de Ártemis). As velas de aniversário, na crença popular são dotadas de magia especial para atender pedidos. Acreditava-se também que as saudações natalícias tinham poder para o bem ou para o mal, porque a pessoa neste dia supostamente estava perto do mundo espiritual.”
"Certa vez eu vi uma reportagem onde um psiquiatra disse que o máximo de liberdade que o ser humano pode aspirar é escolher a prisão na qual quer viver.
Pode-se aceitar esta verdade com pessimismo ou otimismo, mas é impossível refutá-la.
A liberdade é uma abstração. Liberdade não é uma calça velha, azul e desbotada, e sim, nudez total, nenhum comportamento para vestir. No entanto, a sociedade não nos deixa sair à rua sem um crachá de identificação pendurado no pescoço. Diga-me qual é a sua tribo e eu lhe direi qual é a sua clausura.
São cativeiros bem mais agradáveis do que Carandiru: podemos pegar sol, ler livros, receber amigos, comer bons pratos, ouvir música, ou seja, uma cadeia à moda Luis Estevão, só que temos que advogar em causa própria e habeas corpus, nem pensar.
O casamento pode ser uma prisão. E a maternidade, a pena máxima. Um emprego que rende um gordo salário trancafia você, o impede de chutar o balde e arriscar novos vôos. O mesmo se pode dizer de um cargo de chefia. Tudo que lhe dá segurança ao mesmo tempo lhe escraviza.
Viver sem laços igualmente pode nos reter. Uma vida mundana, sem dependentes pra sustentar, o céu como limite: prisão também. Você se condena a passar o resto da vida sem experimentar a delícia de uma vida amorosa estável, o conforto de um endereço certo e a imortalidade alcançada através de um filho.
Se nem a estabilidade e a instabilidade nos tornam livres, aceitemos que poder escolher a própria prisão já é, em si, uma vitória.
Nós é que decidimos quando seremos capturados e para onde seremos levados. É uma opção consciente. Não nos obrigaram a nada, não nos trancafiaram num sanatório ou num presídio real, entre quatro paredes. Nosso crime é estar vivo e nossa sentença é branda, visto que outros, ao cometerem o mesmo crime que nós - nascer - foram trancafiados em lugares chamados analfabetismo, miséria, exclusão.
Ótimo post, não acham? Excelente escrita, boa concatenação de idéias e uma intrigante afirmação: somos todos prisioneiros. De um jeito ou de outro, prisioneiros.
É isto mesmo!
Somos prisioneiros das escolhas que fazemos voluntariamente. E toda escolha após só nos levará a outras “cadeias” igualmente.
A vida em Deus também, de certa forma, são “cadeias”. E nós, os que cremos, prisioneiros d’Ele.
Mas que bendita é essa prisão! – eu diria.
Diferentemente das outras prisões comuns, a vida em Deus é prisão e, paradoxalmente, liberdade. Uma espécie de liberdade encerrada numa vida, ou de vida livre na prisão.
A vida em Deus é ser escravo d’Ele, mas estar numa senzala alheia.
É contemplar os campos floridos e frutíferos onde, vigiados pelos olhos do Senhor, semearemos e colheremos frutos doces e frescos para toda a eternidade. Mas contemplá-los pelas frestas das grades que nos prendem hoje a uma cela fétida e vulgar.
É esperar a liberdade enfim, para nos prendermos eternamente a Ele!
“PORQUE EU TENHO DE CLICAR NUM LINK PARA LER O QUE ESTÁ ESCRITO?”
A pergunta acima é particularmente minha, sobretudo.
Digamos que eu imagino que quem passe por aqui, mais cedo ou mais tarde, acabe por se perguntar isto algum dia.
Acredito até que isto sirva como um desestímulo para quem se propõe a ler o que eu coloco aqui.
Tomara que não, entretanto.
Mas, como resposta, devo dizer que eu nunca sei ao certo quanto de espaço (em caracteres) eu tenho em cada post aqui.
Já entrei em contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente da UOL sobre isto, mas eles também não souberam me informar (se alguém puder ajudar...).
Pelo fato de eu não ser uolista, não tenho o que, sequer, reclamar. Ao contrário, sou muito é grato pela oportunidade de manter um blog aqui.
O que posso fazer é pedir aos meus leitores que compreendam e tenham um poucode paciência principalmente comigo, pois este foi o único meio que encontrei paraviabilizar meus artigos.
Único, não! Um dos únicos.
O outro seria dividir meu textos em posts, mas daria muito mais trabalho, já que, segundo o Serviço de Atendimento ao Cliente da UOL , eu deveria ir fazendo testes... fazendo testes... fazendo testes...
Além do mais, como eu escrevo bastante, ler um texto dividido em “n” posts deve ser tão desestimulante quanto clicar num link de acesso.
Ficaria elas por elas.
No frigir dos ovos, portanto, fiquei com o mais fácil.